Redutores de velocidade em discussão
Na próxima segunda-feira (5), a partir das 18 horas, a Câmara Municipal de Brusque realizará uma audiência pública que terá como tema os redutores de velocidade. O debate é fruto da existência de dois projetos de lei sobre o mesmo assunto, mas de objetivos opostos: enquanto um autoriza a instalação dos equipamentos nas vias do perímetro urbano, o outro proibe.
O que permite a colocação dos redutores é de autoria do vereador Alessandro Simas (PR). Ele afirma que a proposta surgiu da necessidade de se controlar o excesso de velocidade em pontos do município, considerados de risco para acidentes. "São pontos importantes, onde a alta velocidade já causou vários acidentes. Inclusive fatais. Entendemos que deva haver um controle da velocidade por parte das pessoas que utilizam essas vias", alegou ele, se posicionando contrário à instalação de radares móveis.
Para Simas, as lombadas eletrônicas seriam um meio que pode auxiliar na redução dos índices de acidentes, principalmente os de maior gravidade. "A idéia é que se identifique a presença da lombada a, no mínimo, duzentos ou quinhentos metros de distancia. Uma questão a se definir, para que o motorista saiba que lá na frente terá uma lombada e não seja surpreendido apenas pela multa chegando em casa", prosseguiu o vereador.
Já o autor da proposta que proíbe a instalação dos redutores teme que a existência de autorização para que os redutores eletrônicos sejam instalados nas vias públicas, abra caminho para a presença dos famosos pardais, atualmente proibidos de existir nas rodovias estaduais. Segundo Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD), a presença de redutores poderia causar impacto no setor turístico da cidade.
"Nós temos uma cidade turística. Há um giro de turistas, até por ser um pólo industrial, comercial e têxtil. Sou contra aqueles pardais que ficam escondidos para pegar a pessoa desprevenida", afirma ele. Para Prudêncio Neto, as pessoas que não conhecem a cidade quando a visitarem podem ser surpreendidas de forma negativa com a presença dos redutores e não voltar mais. Apesar da proposta, o pessedista deixa claro que teme a presença dos pardais apenas, mas é favorável à presença de redutores sinalizados e não móveis também.



